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	<title>Vitrine RS</title>
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	<description>A revista certa para você</description>
	<lastBuildDate>Sun, 13 May 2012 19:43:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Com as Mãos Limpas!</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 19:43:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-estar e Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[por Iedda Carolina - A lavagem ou higienização das mãos é um procedimento bem simples que, muitas vezes, é ignorado ou realizado de maneira incorreta, acarretando problemas de saúde. A higienização das mãos deve fazer parte do cotidiano e da rotina diária de todas as pessoas, devendo ser realizada: quando as mãos estiverem visivelmente sujas; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61610"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Iedda_Carolina.jpg"><img class="alignleft" title="Iedda Carolina" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Iedda_Carolina-150x150.jpg" alt="Iedda Carolina " width="150" height="150" /></a>por Iedda Carolina -</h3>
<p>A lavagem ou higienização das mãos é um procedimento bem simples que, muitas vezes, é ignorado ou realizado de maneira incorreta, acarretando problemas de saúde.<br />
A higienização das mãos deve fazer parte do cotidiano e da rotina diária de todas as pessoas, devendo ser realizada: quando as mãos estiverem visivelmente sujas; antes e depois de ir ao banheiro, antes e depois das refeições; antes da preparação e manipulação dos alimentos; após contato com objetos ou superfícies sujas e antes de tocar regiões como a dos olhos, nariz, ouvidos, boca e genitais.<br />
As mãos são veículos de transmissão de microorganismos, transferindo-os por contato direto (pele com pele) ou por indireto, através do toque em objetos e superfícies contaminados ou sujos.  Dessa forma, a higienização das mãos possui a finalidade de remover as sujidades, o suor, a oleosidade e os microorganismos, prevenindo infecções no próprio indivíduo, transmissão de doenças ou contaminações de objetos, alimentos e pessoas.<br />
A higienização simples das mãos dura cerca de 40 segundos, é realizada apenas com água e sabão, obedecendo 7 movimentos diferentes de fricção que podem ser observados na figura abaixo (passo 3 ao 9). Cada um destes movimentos tem a finalidade de limpar e remover a sujeira e os microorganismos de uma determinada região da mão. Para garantir uma limpeza mais eficaz, é necessário realizar todos os passos abaixo.</p>
<div class="linha">
<div id="coluna1">
<div id="attachment_6168" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Lavar-maos.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Lavar-maos-150x150.jpg" alt="" title="Lavar as mãos" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6168" /></a><p class="wp-caption-text">  </p></div>
</div>
<div id="coluna2">
<div id="attachment_6167" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Higienizacao_01.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Higienizacao_01-150x150.jpg" alt="" title="Higienização" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6167" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
</div>
<div id="coluna3">
<div id="attachment_6166" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Higienizacao_02.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Higienizacao_02-150x150.jpg" alt="" title="Higienização" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6166" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
</div>
</div>
<blockquote><p>Dicas!!<br />
Além de tornar a higienização das mãos parte da sua rotina, mantenha as unhas sempre limpas e aparadas, pois elas podem ser depósito de sujeiras e microorganismos.<br />
O frio, o contato com produtos de limpeza e poeiras provocam ressecamento e descamação da pele das mãos. O uso de loções hidrata e impermeabiliza a pele evitando rachaduras. Use hidratantes ao menos uma vez ao dia para evitar o ressecamento das mãos.</p></blockquote>
<p>Fonte das Imagens: <a href="http://www.anvisa.gov.br" title="Anvisa" target="_blank">http://www.anvisa.gov.br</a></p>
<p><em><strong> Iedda Carolina<br />
Blog <a title="A Arte de Cuidar" href="http://artedocuidarnasaude.blogspot.com.br" target="_blank">A Arte do Cuidar</a><br />
twitter: <a title="Twitter" href="https://twitter.com/#!/carolinaiedda" target="_blank">@carolinaiedda</a><br />
face: <a title="Facebook" href="https://www.facebook.com/ieddakrol" target="_blank">https://www.facebook.com/ieddakrol</a></strong></em></p>
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a>blockquote></p>
<hr />
<blockquote><p><em>O vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do vitrine RS e seus administradores.</em>
</p></blockquote>
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		<title>O Chacal</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 19:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quem conta um conto...]]></category>

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		<description><![CDATA[por Rafael da Silva - Lyon, 02 de abril de 2000. O sol entra pela janela chocando-se com força contra o meu rosto. Acordo com aquele calor em minha face. Estico a mão até o criado-mudo para alcançar meu relógio. São onze horas da manhã. Acordo mais tarde aos domingos. Arrasto-me para fora da cama. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61600"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Rafael.jpg"><img class="alignleft" title="Rafael da Silva" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Rafael-150x150.jpg" alt="Rafael da Silva" width="150" height="150" /></a>por Rafael da Silva -</h3>
<p>Lyon, 02 de abril de 2000.<br />
O sol entra pela janela chocando-se com força contra o meu rosto. Acordo com aquele calor em minha face. Estico a mão até o criado-mudo para alcançar meu relógio. São onze horas da manhã. Acordo mais tarde aos domingos. Arrasto-me para fora da cama. No corredor que vai do nosso quarto ao banheiro não cruzo com ninguém. Apenas ouço, ao longe, as risadas das crianças brincando no pátio dos fundos. Enquanto escovo os dentes me olho no espelho. Estou bem para um homem de cinquenta anos. Deixo o banheiro em direção à porta que dá para a varanda, em frente à casa. Os chinelos produzem um leve chiado enquanto os arrasto sobre a madeira do assoalho. As manhãs de domingo sempre são difíceis. Por isso costumo passar boa parte do dia na varanda, tomando sol, lendo o jornal e fumando charuto. Ao chegar à porta da frente, surpreendo-me com um envelope no chão. Junto-o rapidamente e o escondo no vão entre a bermuda e as minhas costas. Cubro-o com a camiseta e saio. Sento-me na cadeira. O jornal já está na mesinha ao lado. Finjo estar lendo. Após certificar-me de que minha esposa está ocupada na cozinha, retiro o envelope das costas. Vejo a inscrição no lado de fora: “Para: O Chacal”.<br />
Esse é o apelido que dão a todo executor. É isso que faço para viver. Desde os vinte anos. Especializei-me. Ganhei fama. Mas nunca permiti que me procurassem. Sempre souberam que encontro quem precisa dos meus serviços. É só passar a notícia adiante. E agora este envelope quebrando minha tranquilidade. Isso me incomoda. Como me localizaram? Abro o envelope e encontro seis mil euros e o seguinte bilhete:<br />
“Café-de-Paris. Port-Coton. Domingo, 16 de Abril de 2000. Dezoito horas. Homem alto. Grisalho. Com barba grisalha. Aparentando quarenta a cinquenta anos. Assinado: futura viúva.”<br />
Tenho duas semanas até o dia do serviço. Fico incomodado por ela ter me localizado, mas não vou recusar seis mil euros. Vou me preocupar com isso semana que vem. Nesta, já tenho dois serviços agendados. Um com arma de fogo. Outro por enforcamento. Este é o meu sistema: o mandante escolhe o alvo e o método, eu entro com a mão de obra e o material. Sou muito eficaz. Nunca deixei um serviço incompleto. Nunca deixo testemunhas. Nenhum mandante foi preso ou sequer identificado ou localizado. Fiz fama por isso. Não penso em meus alvos, assim como não penso em quem são meus contratantes. Esses sentimentos não me tocam. Se alguém os quer mortos, provavelmente merecem morrer, então não sinto remorsos. Alguém tem que fazer o trabalho sujo. Por acaso acabei me adaptando melhor a essa tarefa.<br />
Meus pais tentaram. Fizeram com que eu fosse ao campo com eles dia após dia. Eram vinicultores. Com doze anos fugi. Não queria aquela vida. Vaguei pelas ruas, fazendo pequenos serviços para marginais de pouca expressão. Aprendi tudo o que sei com a vida nas ruas. Ao final da adolescência já possuía certa fama. Consegui me firmar no negócio sem ter problemas com a lei. Os segredos são a calma e o planejamento na execução dos serviços. E a propina dada semanalmente ao Intendente de polícia, é claro. </p>
<p>Lyon, 09 de abril de 2000.<br />
O dia está nublado. Percebo pela leve penumbra ao acordar. O relógio marca dez horas e quarenta e cinco minutos da manhã. Ouço sons vindos da cozinha. As crianças passam correndo, batendo forte a sola dos pés contra a madeira do piso do corredor. Batem a porta. Levanto-me. Domingos são sempre difíceis. Caminho até a varanda. Na frente da casa, as crianças brincam. Mando-as para o pátio dos fundos e sento-me junto à mesinha onde repousa o jornal. A manchete, como já esperava, fala de um empresário encontrado boiando no mar. Parece que caiu dos rochedos. Sim, caiu. Apenas dei uma ajuda. Mais um serviço executado com maestria. Alguns matadores de menor expressão já começam a me copiar. Estudam minhas técnicas. Sinto-me lisonjeado.<br />
Ouço passos pesados no corredor. Minha esposa abre com força a porta e me olha. Por um instante penso que algo grande está por vir, mas ela simplesmente me diz que sua tia ligou. Convidou-nos para passar a semana em Port-Coton, na casa de veraneio. Ela me diz que o tempo já está melhorando e que está precisando de um descanso. Diz que partiremos amanhã pela manhã. Ela deve ter falado muito mais. Essas foram as informações nas quais prestei atenção. Relutante, digo para irem sem mim e que chegarei sábado à noite. Não tenho paciência para familiares. Digo que tenho trabalho esta semana.<br />
Minha esposa não sabe o que faço para viver. Ela nunca perguntou. Eu nunca contei. Nosso casamento sempre foi monótono. Não sou um cara que se preocupe muito com sentimentos. No começo ela reclamava que eu era frio. Dizia que eu tinha algo bom dentro de mim, que nem eu enxergava e que traria isso à tona. Passados todos esses anos, creio que tenha desistido. Nosso esquema é simples: ela cria nossos filhos e eu provejo o sustento. Não sou incomodado e não a incomodo. Chegamos a passar dias sem trocar uma palavra. Estamos ótimos assim. Espero que ela pense o mesmo.<br />
De repente, lembro-me do serviço do domingo que vem. Essa viagem vem bem a calhar. A casa da tal tia é do outro lado da ilha de Port-Coton, mas, ainda assim, me poupará os preparativos. Uma bala vai resolver, mas terei cinco de reserva no tambor. Permaneço aqui na varanda até o pôr-do-sol. Depois disso, retorno para a cama e adormeço antes de todos se recolherem.</p>
<p>Port-Coton, 15 de abril de 2000.<div id="attachment_6164" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Chacal.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Chacal-150x150.jpg" alt="" title="Shooter" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6164" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div><br />
Observo o mar, encostado ao parapeito da barca. Não penso em nada. Apenas observo e trago meu charuto. Quarenta minutos de travessia e a barca atraca. Desço e caminho até o ponto de táxi. Quando chego ao meu destino já é tarde. Sou recebido pelas crianças no portão, mas não dou muita atenção a elas. Entro e cumprimento minha esposa e sua tia. Conversamos sobre amenidades por alguns minutos. Depois disso, vou para o quarto. É um quarto pequeno, com somente uma cama de casal. As crianças dormem na sala. Deito-me enquanto minha esposa continua conversando com a tia na cozinha. Pego no sono. No meio da madrugada acordo suando frio. Não sei bem o que está me incomodando. Minha esposa dorme ao meu lado. Penso no próximo serviço. Como será ele? Quem será a misteriosa mulher que deixou aquela carta por baixo da minha porta? Fico com essas imagens na cabeça. Sinto-me estranho, nunca penso sobre meus serviços assim. Nem sobre os mandantes, nem sobre os alvos. Mas desta vez fico tentando imaginar seus rostos. Adormeço com o raiar do sol. </p>
<p>Port-Coton, 16 de abril de 2000.<br />
Acordo com o corpo dolorido. Parece que não dormi nada, mas já passa das dezesseis horas. Chamo, mas ninguém responde. Não há sons na casa. Quando chego à cozinha, a tia está preparando um café junto ao fogão. Ela se volta para mim e diz que minha esposa e as crianças foram à praia. Digo a ela que tenho um compromisso e peço que os avise. Saio de casa em direção ao Café-de-Paris. Tomo um táxi, mas peço que ele me deixe a alguns quarteirões do lugar. Vou caminhando lentamente pela calçada à beira-mar. Olho no rosto de cada um, procurando meu alvo. Ainda está frio, então estão todos bem vestidos, com casacas e sobretudos. Paro algumas vezes no caminho para apreciar meu charuto. Aquelas imagens da noite passada continuam vindo a minha mente. Tento imaginar o rosto da futura viúva. Tento imaginar o rosto dele. O sol se põe no mar.<br />
Chego ao café. Arrumo uma mesa e aguardo até a hora marcada. Meu olhar está atento a tudo que acontece à minha volta, mas não encontro meu alvo em lugar algum. Deve estar chegando. Pode ter se atrasado. Isso já aconteceu outras vezes. Vejo, então, no reflexo da jarra de água sobre a mesa a minha imagem. Homem grisalho, cinquenta anos, barba grisalha, alto. Em uma mesa, no fundo do café, minha esposa me olha e sorri. Os dois rostos em minha mente se tornam nítidos. Só há uma atitude a tomar. Se ela deseja que o alvo morra, devo merecer. Nunca falhei. Não vai ser a primeira vez. </p>
<hr />
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
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		</item>
		<item>
		<title>Espetinho de frango light</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 18:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação Saúdavel]]></category>

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		<description><![CDATA[PALOMA MORO – Vida Saúdavel por Paloma Moro - Para nós, gaúchos, bons apreciadores de um churrasco, aí vai uma receita em versão light&#8230; &#160;   Espetinho de frango light – 5 porções &#160; 2 colheres de sopa de água ½ colher de chá de pimenta do reino em pó 1 tomate para salada 1 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61590"></div></div><p>PALOMA MORO – Vida Saúdavel</p>
<h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Paloma-Moro.jpg"><img class="alignleft" title="Paloma Moro" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Paloma-Moro.jpg" alt="" width="145" height="200" /></a>por Paloma Moro -</h3>
<p>Para nós, gaúchos, bons apreciadores de um churrasco, aí vai uma receita em versão light&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Espetinho de frango light – 5 porções</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2 colheres de sopa de água<br />
½ colher de chá de pimenta do reino em pó<div id="attachment_6161" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Espetinho_01.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Espetinho_01-150x150.jpg" alt="" title="Espetinho" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6161" /></a><p class="wp-caption-text">  </p></div><br />
1 tomate para salada<br />
1 pimentão vermelho<br />
1 pimentão amarelo<br />
suco de 1 limão<br />
2 maçãs vermelhas (com casca em pedaços grossos)<br />
500g de peito de frango desossado sem pele<br />
1 colher chá de sal</p>
<p>5 palitos para churrasquinho<br />
<div id="attachment_6162" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Espetinho_03.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Espetinho_03-150x150.jpg" alt="" title="Espetinho_03" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6162" /></a><p class="wp-caption-text">  </p></div></p>
<p>Corte o peito de frango em pedaços. Os pedaços de legumes devem ser cortados de forma a ficarem com a mesma largura dos pedaços de frango.<br />
Alterne pedaços de frango com pedaços de vegetais nos espetos.<br />
Coloque na grelha da churrasqueira, asse no forno ou no microondas.<br />
Misture o suco do limão, a água, sal e pimenta e pincele os espetos. Deixe assar até que os pedaços de frango estejam cozidos.</p>
<p>Se usar o microondas, deixe em potência média por 8 a 12 minutos. Durante o cozimento, vire os espetos e regue com o molho por 2 vezes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/espaco-saude.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1712" title="espaço-saúde" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/espaco-saude.jpg" alt="" width="210" height="175" /></a></p>
<h6>Paloma Moro é Nutricionista Clínica Funcional &#8211; CRN2 5645 do Espaço Saúde – Consultório de Nutrição e Loja de Produtos Naturais à Rua Bento Gonçalves, 751 no Centro de Osório.</h6>
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p>Este artigo é publicado no jornal Revisão</p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O Vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do Vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reversando os contos de fadas: o retorno de Cinderela</title>
		<link>http://vitriners.com.br/reversando-os-contos-de-fadas-o-retorno-de-cinderela/</link>
		<comments>http://vitriners.com.br/reversando-os-contos-de-fadas-o-retorno-de-cinderela/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 May 2012 11:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[por Ana Klauck - Cinderela voltou! Em 2012, ela é moderna, estilosa e corajosa. Passou de vítima indefesa nos contos de fadas para mulher forte e decidida. Seu par, o Príncipe, também reapareceu diferente. É um anarquista que não aceita sua ‘realeza’ e, de tantos conflitos que tem com o pai, já está resolvido a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61520"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/ana_klauck.jpg"><img class="alignleft" title="Ana Klauck" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/ana_klauck-150x150.jpg" alt="Ana Klauck" width="150" height="150" /></a>por Ana Klauck -</h3>
<p>Cinderela voltou! Em 2012, ela é moderna, estilosa e corajosa. Passou de vítima indefesa nos contos de fadas para mulher forte e decidida. Seu par, o Príncipe, também reapareceu diferente. É um anarquista que não aceita sua ‘realeza’ e, de tantos conflitos que tem com o pai, já está resolvido a morar no Tibet e se tornar um monge. Ah, e a fada madrinha? Bem, essa ficou lá no ‘viveram felizes para sempre’. Em seu lugar, um costureiro famoso e talentoso, capaz de costurar a história de amor dos dois jovens rebeldes.</p>
<p>Em 1997, Paula Mastroberti lançou seu segundo livro: <em>Cinderela, uma biografia autorizada</em>, pela editora Mercado Aberto<em>.</em> Nada indiferente ao fato de os contos de fadas já terem sido recontados inúmeras vezes, o livro nas primeiras páginas garantia ao leitor que se tratava de uma narrativa distinta. Dessa vez, ficaríamos sabendo a <em>verdadeira</em> história da garota, contada nas palavras de um de seus amigos mais próximos. A biografia da moça, como o título sugeria, era autorizada, justamente porque a própria personagem havia contribuído para escrevê-la. Mais do que um relato, o livro trazia também fotos do arquivo pessoal de Cinderela e de Tiago, o príncipe, seu marido, e recortes de jornal das manchetes da época em que os eventos ocorreram. Uma biografia realista e completa, que se propunha a ser fiel aos ‘fatos’.</p>
<p>Não surpreendentemente, o livro foi um sucesso. Adultos e crianças se encantaram com a recriação e voltaram a se apaixonar pela princesa. Em muitas das oficinas de leitura que realizei, esse livro circulou entre os preferidos dos pequenos, que nunca se cansavam da ousadia e da beleza de Cinderela e da rebeldia do Príncipe e de seus desaforos com o rei.</p>
<p>Em 2012, Paula Mastroberti relança sua obra, agora pela Artes e Ofícios, em uma edição ainda melhor do que a primeira. A novíssima <em>Cinderela</em> ganhou mais cores, mais capricho no projeto gráfico e, mais uma vez, ressurge bela e surpreendente. Paula Mastroberti já bebeu em muitas fontes da cultura popular e dos grandes clássicos da literatura: todos os seus livros são (re) versões de contos já conhecidos. Dentre todas as obras da autora (que não somente escreve, mas ilustra suas histórias), <em>Cinderela</em> permanece uma das mais incríveis, tanto pela ousadia em se apresentar como uma recriação de um conto tão conhecido, como pela qualidade da combinação texto-imagem, característica da autora.<br />
<div id="attachment_6153" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Cinderela_02.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Cinderela_02-150x150.jpg" alt="" title="Cinderela" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6153" /></a><p class="wp-caption-text">  </p></div><br />
A Cinderela de Mastroberti é uma mulher que pouco lembra a Borralheira dos contos de Grimm e Perrault, a despeito da semelhança da história das personagens. Ela é uma princesa do século XXI, apesar de ter sido escrita ainda em 1997, e nos remete muito mais às difusas relações humanas da contemporaneidade, em que as identidades e os papéis se confundem, do que ao clichê tradicional dos contos de fadas, nos quais os personagens parecem ter apenas um destino e nada podem fazer para fugir dele. A Cinderela de hoje não quer grandes cerimônias de casamento, acha cafona a ostentação e compactua com as rebeldias do Príncipe. Ela é moderna, se veste com estilo e tem um corte de cabelo nada convencional. O Príncipe também se desliga de seu estereótipo de mero cônjuge coadjuvante na história da princesa: ele é um rapaz culto, e até um pouco arrogante, e tem dificuldades em aceitar seu papel na corte. Ele veste roupas nada convencionais para um membro da realeza, tem piercings, não gosta de seguir as tradições impostas pelo rei e só decide se casar com Cinderela depois de muitos anos de namoro. O casal, nos conta a biografia, não foi assim tão feliz para sempre. Brigaram muito e, volta e meia, se desentendiam, embora muito se amassem. Os filhos também não vieram às pencas, como sugerem os contos de fadas clássicos: são dois e dão muito trabalho.</p>
<p><em>Cinderela, uma biografia autorizada</em> mexe com nossa imaginação, justamente por misturar realismo à mágica e ao simbolismo dos contos tradicionais. A história é contada pelo costureiro, que por muito tempo acompanhou Cinderela e que foi o responsável pela superprodução da moça para o baile em que ela conheceu o príncipe (como mencionei antes, a fada madrinha foi dispensada pela autora). Durante a narrativa, ele fala com o leitor, explica os acontecimentos e faz questão de dizer que está tentando narrar os fatos o mais fielmente em relação a como eles aconteceram. As fotos e os recortes de jornal são provas da verossimilhança de sua história e dão ainda mais credibilidade à biografia, convidando o leitor a acreditar na história.</p>
<p><em>Cinderela, uma biografia autorizada </em>mescla realidade e fantasia e nos leva de volta ao tempo em que acreditávamos em contos de fada (e, algum dia, deixamos de acreditar?). O livro nos apresenta uma Cinderela repensada, realista e interessante, exaltada por sua força e coragem e não por sua abnegação e humildade, como fazia a versão medieval do conto. Por outro lado, essa interação entre passado e presente só é possível por causa do alcance da história original. Mastroberti sabia da onipresença do conto de Cinderela no imaginário ocidental e, por isso, foi capaz de desconstruir a narrativa, reconstruindo-a diferente, subvertendo convenções e misturando elementos conhecidos do conto com o que pode ser deduzido, criado, imaginado.</p>
<p>A riqueza do conto de Cinderela se evidencia na medida em que continua abrindo lacunas para novas interpretações e recriações. A Cinderela do século XXI encanta tanto quanto sua versão do século XVII; mais do que isso, o conto contemporâneo se fortalece a partir de sua versão original e ganha novos matizes apenas porque os antigos já são conhecidos. A interação entre as duas histórias que, na verdade, são a mesma, resultou em um livro cujo final devoramos, embora já o conheçamos. A beleza da narrativa repousa justamente na mistura de familiaridade e descoberta que sentimos à medida que lemos. <em>Cinderela, uma biografia autorizada</em> é uma história cujo caminho já percorremos muitas vezes, mas que surpreende por nos guiar pela mão como se fosse a primeira vez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>MASTROBERTI, Paula. <em>Cinderela</em>: uma biografia autorizada. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2012.</p>
<p>Foto: <a href="http://www.mastroberti.art.br/Moscartista2011/PagMoscartista2011.html" title="www.mastroberti.art.br" target="_blank">http://www.mastroberti.art.br/Moscartista2011/PagMoscartista2011.html</a><br />
&nbsp;</p>
<blockquote><p><em><strong>Ana Klauck &#8211; Professora da área de Letras / Doutoranda em Letras PUCRS<br />
<a title="anaklauck@gmail.com" href="mailto:anaklauck@gmail.com" target="_blank">anaklauck@gmail.com</a> / <a title="anaklauck@hotmail.com" href="mailto:anaklauck@hotmail.com" target="_blank">anaklauck@hotmail.com</a><br />
Porto Alegre-RS</strong></em></p></blockquote>
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
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		<title>Hey, you&#8230; don’t leave us teachers alone!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 20:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipermídia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Ana Munari - Como o show do Roger Waters apresentou o professor. Hey, you&#8230; Eu não sou um professor monstro! Ok, a partir de uma perspectiva anticapitalista e até mesmo antiestado – como agente do terror –, é possível enxergar na figura do professor um representante da opressão, um construtor de muros. Ok, estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61460"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Ana-Munari.jpg"><img class="alignleft" title="Ana Munari" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Ana-Munari-150x150.jpg" alt="Ana Munari" width="150" height="150" /></a>por Ana Munari -</h3>
<p>Como o show do Roger Waters apresentou o professor.</p>
<p>Hey, you&#8230; Eu não sou um professor monstro! Ok, a partir de uma perspectiva anticapitalista e até mesmo antiestado – como agente do terror –, é possível enxergar na figura do professor um representante da opressão, um construtor de muros. Ok, estamos nos anos 70, e the wall ainda não caiu. Ok, Roger Waters não enxerga mais o muro sobre si mesmo, mas sobre o mundo – diante da face estrangeira de Jean Charles –, globo aprisionado sob as paredes do terrorismo político-religioso e comfortably numb pelo capitalismo disfarçado de liberdade econômica.</p>
<p>Mas não sejamos ingênuos, nem pela boa música, nem pela tecnologia de última geração!  Se desejamos invocar um monstro e um muro para configurar a relação mestre/aluno, e mesmo aquela entre escola e sociedade – que penso ser o desejo do espetáculo The Wall –, não podemos ser tão maniqueístas quanto éramos permitidos ser nos anos 70, época em que os monstros possuíam identidade profissional. Hoje, a escola é tão vítima desse sistema quanto um filho oprimido pela mãe, tanto quanto nós somos dependentes dessas mesmas empresas multinacionais que gostamos de, politicamente corretos, rechaçar diante de imensas telas tecnológicas. Enquanto isso, nossa blues band local toca sem caixas de som no fundo do quintal&#8230;</p>
<p>Depois de assistir ao show do integrante político do Pink Floyd, uma colega de profissão comentou que hoje caberia aos alunos o papel de monstros, assombrando um pobre professor, encolhido, aí sim, diante do capitalismo real – que transforma o mestre em prestador de serviço e o aluno em cliente. Também não sejamos tão maniqueístas. Como diz outra colega, inverter as pontas da equação não resolve. Se é para derrubar um muro, que seja aquele que nos cega. O monstro somos todos nós, que pagamos centenas de reais para o Roger se eximir de sua culpa inglesa e ainda aplaudimos as fotografias das vítimas desse mundo que, hey, you, nós construímos tijolo a tijolo.</p>
<p>Ok, vamos buscar a face de oprimidos e opressores, vítimas e algozes: a culpa é do estado – capitalista e armado – e Roger sente que esse estado nasceu no dia em que seu pai não voltou da guerra e o money começou a tilintar quando ele vendeu a sua música de revolta. Well, eu pago para ouvir. Prefiro pagar, com meu salário de professora, para ouvir british rock and revival 70’s, do que deixar que “me peguem” de graça. Fui lá para aplaudir o espetáculo de um artista fabuloso e não me decepcionei com a música. O tempo todo eu esperava o David (wish you were hear, David) surgir do alto do muro, mas a estrutura caiu e o David não apareceu. Ok, rock and roll. O Roger quer ser um cidadão politizado e o David quer acariciar a guitarra, escolas diferentes. Se eu escolho o conforto do David, vão me chamar de alienada. A nova escola musical do Pink é over red (sangue, eu quero dizer, stay calm).</p>
<p>Escola: todo mundo passa um dia por ela. Quando somos jovens e queremos just fun, o teacher é o cara que nos coloca against the wall. Então, exorcizar o monstro parece ser apropriado. Hoje, entregar o poder às crianças significa ligar o videogame ou permitir que elas criem seu perfil no Facebook. Kill the teacher! Foi ele que nos ensinou a sermos capitalistas, terroristas e a ligar o olho do grande irmão&#8230; foi ele, atrás dos muros da escola.</p>
<p>Hey, you! Sou professora, not a monster. Meus monstros hoje são um tanto interiores, porque as sombras do muro deixam disformes os monstros urbanos. Além do mais, há tantos disfarces e máscaras. Mas não sou vítima, sou algoz, de mim, de você, de todos nós, que continuamos a colocar another brick na superestrutura. Adoro rock, sou fã do Pink Floyd (mais do David, I confess), e ainda tenho aquele tanto de utopia que enxerga na arte a verdade humana, e que acredita que ela pode mudar mentalidades – mas não o mundo, que aí quem faz são os braços e as pernas que a “mentalidade” comanda. Não faço terrorismo na sala de aula, e às vezes preciso desobedecer às imposições do estado-sistema para poder ficar mais perto da professora que desejo ser. Só mais perto, que o muro ainda é alto. A música com frequência está no meu programa de aula, mas a música que menos ouço é aquele tilintar na introdução de uma música bem conhecida do Pink Floyd – esse mesmo tilintar que o Roger ouve bem e que a gente fez, aos pés do muro de papel.</p>
<p>Foto: <a title="Dreamstime" href="http://www.dreamstime.com/" target="_blank">http://www.dreamstime.com/</a></p>
<p>&nbsp;<br />
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<hr />
<p>Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a><br />
MSN: <a title="Enviar email" href="mailto:anacmunari@hotmail.com" target="_blank">anacmunari@hotmail.com</a><br />
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<hr />
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><em>O Vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do Vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
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		<title>Tipos de Arroz</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 19:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação Saúdavel]]></category>

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		<description><![CDATA[por Paloma Moro - Arroz integral: é rico em vitaminas do complexo B, que melhoram a disposição, e em fósforo e fibras solúveis, que retardam a absorção da glicose. É um arroz mais escuro, demora mais para cozinhar e apresenta um sabor diferente do arroz comum. Para quem tem dificuldade em se adaptar a esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61410"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Paloma-Moro.jpg"><img class="alignleft" title="Paloma Moro" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Paloma-Moro.jpg" alt="" width="145" height="200" /></a>por Paloma Moro -</h3>
<p>Arroz integral: é rico em vitaminas do complexo B, que melhoram a disposição, e em fósforo e fibras solúveis, que retardam a absorção da glicose. É um arroz mais escuro, demora mais para cozinhar e apresenta um sabor diferente do arroz comum. Para quem tem dificuldade em se adaptar a esse tipo de arroz, que é mais saudável, adicionar temperos (alho, cebola, ervas) e legumes (brócolis, cenoura, tomate etc) à preparação é uma boa pedida.<br />
<div id="attachment_6143" class="wp-caption aligncenter" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/arroz-Integral.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/arroz-Integral-150x150.jpg" alt="" title="arroz Integral" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6143" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Arroz parboilizado: é um meio termo entre o arroz integral e o branco. Ele passa por um processo industrial em que o grão é submetido a vapor, fazendo com que os minerais e as vitaminas da casca sejam incorporados ao amido. Isso o torna mais fácil de cozinhar e mais nutritivo que o arroz branco.<br />
<div id="attachment_6141" class="wp-caption aligncenter" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/arroz-parboilizado.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/arroz-parboilizado-150x150.jpg" alt="" title="arroz Parboilizado" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6141" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Arroz branco: apesar de ainda ser o mais consumido, é desprovido de fibras e quase não contém vitaminas e minerais. Desta forma, fornece apenas amido e tem alto índice glicêmico (potencial que um determinado alimento tem de aumentar a carga de açúcar no sangue).<br />
<a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Arroz-Branco.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Arroz-Branco-150x150.jpg" alt="" title="Arroz Branco" width="150" height="150" class="aligncenter size-thumbnail wp-image-6142" /></a></p>
<p>Fotos: <a href="http://www.nutricaoemfoco.com.br" title="Nutrição em Foco" target="_blank">http://www.nutricaoemfoco.com.br</a><br />
<a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/espaco-saude.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1712" title="espaço-saúde" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/espaco-saude.jpg" alt="" width="210" height="175" /></a><br />
<h6>Paloma Moro é Nutricionista Clínica Funcional &#8211; CRN2 5645 do Espaço Saúde – Consultório de Nutrição e Loja de Produtos Naturais à Rua Bento Gonçalves, 751 no Centro de Osório.</h6>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p>Este artigo é publicado no jornal Revisão </p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O Vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do Vitrine  RS e seus administradores.</em>
</p></blockquote>
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		<title>Verdades e Mentiras sobre Piolhos</title>
		<link>http://vitriners.com.br/verdades-e-mentiras-sobre-piolhos/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 11:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-estar e Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[por Iedda Carolina - Coceira na cabeça? Pode ser piolho! Os piolhos são insetos que se instalam no couro cabeludo e se alimentam de sangue. A fêmea pode colocar entre 50 a 250 ovos durante sua vida adulta (3 a 4 semanas). Estes ovos são chamados de lêndeas, são ovais e levam de 6 a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61310"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Iedda_Carolina.jpg"><img class="alignleft" title="Iedda Carolina" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Iedda_Carolina-150x150.jpg" alt="Iedda Carolina " width="150" height="150" /></a>por Iedda Carolina -</h3>
<p>Coceira na cabeça? Pode ser piolho! Os piolhos são insetos que se instalam no couro cabeludo e se alimentam de sangue. A fêmea pode colocar entre 50 a 250 ovos durante sua vida adulta (3 a 4 semanas). Estes ovos são chamados de lêndeas, são ovais e levam de 6 a 9 dias para originar um piolhinho. [1]</p>
<p>Os piolhos são o terror das crianças em idade escolar. Dessa forma é importante conhecermos algumas verdades e mentiras sobre este inseto para a prevenção ou tratamento adequado, sem colocar a saúde da criança em risco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. <strong>Os piolhos não voam. – VERDADE</strong></p>
<p>Os piolhos não possuem asas, além disso, eles também não passam de uma pessoa para outra ‘pulando’, pois eles também não possuem patas adaptadas para saltar como as pulgas. Acredita-se que a principal forma de transmissão dos piolhos de uma pessoa para outra seja realmente o contato cabeça/cabeça. Outras formas, como compartilhar pentes e escovas, bonés e até o mesmo travesseiro, também favorecem o contágio.<br />
<div id="attachment_6132" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Piolho_adulto.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Piolho_adulto-150x150.jpg" alt="" title="Piolho adulto" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6132" /></a><p class="wp-caption-text">Piolho adulto</p></div><br />
&nbsp;</p>
<p>2<strong>. Lavar a cabeça diariamente com xampu ou sabonete comuns elimina o piolho. &#8211; MENTIRA</strong></p>
<p>Não é bem assim. Os piolhos são bastante resistentes à água quente do nosso banho e aos sabonetes e xampus comuns, logo eles não morrem afogados. Além disso, os xampus e sabonetes comuns não possuem compostos químicos piolhicidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. <strong>As pessoas pegam piolho por falta de higiene. &#8211; MENTIRA</strong></p>
<p>Não há nenhuma relação entre o piolho e a falta de higiene nos cabelos. Pelo contrário, o inseto prefere fios limpos.</p>
<p>&nbsp;<br />
<div id="attachment_6131" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Lendea.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Lendea-150x150.jpg" alt="" title="Lendea" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6131" /></a><p class="wp-caption-text">Lêndea</p></div><br />
4. <strong>Cabelo comprido tem mais chances de pegar piolho. &#8211; MENTIRA</strong></p>
<p>As meninas são mais propensas a ter piolho porque ficam muito próximas na escola, se abraçam mais, etc. Já os meninos se mantêm mais distantes, jogando bola. Além disso, os piolhos vivem preferencialmente nas raízes do cabelo em contato com o couro cabeludo. Dessa forma não faz diferença se as meninas possuem cabelo curto ou longo.  Entretanto, cabelos curtos favorecem uma melhor visualização dos piolhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div id="attachment_6134" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Pente.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Pente-150x150.jpg" alt="" title="Pente" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6134" /></a><p class="wp-caption-text">Pente fino</p></div><br />
5. <strong>Adulto pode pegar piolho de uma criança. – VERDADE</strong></p>
<p>Os adultos também podem pegar piolho através do compartilhamento de objetos pessoais ou pelo contato cabeça/cabeça com crianças contaminadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. <strong>Raspar a cabeça combate o piolho</strong> – <strong>VERDADE</strong></p>
<p>A raspagem do cabelo é eficiente, pois remove o cabelo bem rente ao couro cabeludo, onde o piolho habita. Entretanto, utilizar este método para meninas pode ser traumático.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7. <strong>O uso de inseticidas como Baygon ou Neocid é indicado. – MENTIRA</strong><br />
<div id="attachment_6133" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Metodo.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Metodo-150x150.jpg" alt="" title="Metodo de" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6133" /></a><p class="wp-caption-text">Método de Catação</p></div><br />
É proibido usar estes inseticidas para o combate de piolhos, pois eles não foram criados para esta finalidade, podendo gerar intoxicação e alergias ao serem aplicados no couro cabeludo. Na eliminação dos piolhos, o correto é o uso da catação, do pente fino e dos produtos piolhicidas vendidos na forma de xampus, loções e sabonetes, encontrados nas farmácias. O uso de receitas caseiras como sal e vinagre diluídos em água, coca-cola, dentre outros podem até funcionar, mas traz o risco de danificar o cabelo e irritar o couro cabeludo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right"><strong>Em caso de dúvidas, procure o serviço de saúde!</strong></p>
<p align="right"><strong> </strong></p>
<p>Referência:</p>
<p>[1] ANDRADE, F. C.; SANTOS, L. U. 2000. Controle da Pediculose: um projeto educativo. Instituto de Biologia. Unicamp.</p>
<p>Fonte das imagens: <a title="Derma Informa" href="http://dermainforma.com.br" target="_blank">http://dermainforma.com.br</a> ; <a title="Pai do Bicho" href="http://paidobicho.blogspot.com.br" target="_blank">http://paidobicho.blogspot.com.br</a></p>
<p><em><strong> Iedda Carolina<br />
Blog <a title="A Arte de Cuidar" href="http://artedocuidarnasaude.blogspot.com.br" target="_blank">A Arte do Cuidar</a><br />
twitter: <a title="Twitter" href="https://twitter.com/#!/carolinaiedda" target="_blank">@carolinaiedda</a><br />
face: <a title="Facebook" href="https://www.facebook.com/ieddakrol" target="_blank">https://www.facebook.com/ieddakrol</a></strong></em></p>
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
</blockquote>
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		<title>Permissão para embarcar?!</title>
		<link>http://vitriners.com.br/permissao-para-embarcar/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 08:42:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Navegando]]></category>

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		<description><![CDATA[por Christina Amaral - Lembro-me da expectativa na primeira vez em que eu disse essa frase, há mais de quinze anos! E mesmo hoje, depois de ter navegado em tantos barcos, com outras tantas diferentes tripulações, ainda é uma surpresa o que se pode encontrar a bordo. Embora existam regras, cada situação é única, cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61240"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/chris_Site.jpg"><img class="alignleft" title="Christina Amaral" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/chris_Site-150x150.jpg" alt="Christina Amaral" width="150" height="150" /></a>por Christina Amaral -</h3>
<p>Lembro-me da expectativa na primeira vez em que eu disse essa frase,  há mais de quinze anos!<br />
E mesmo hoje, depois de ter navegado em tantos barcos, com outras tantas diferentes tripulações, ainda é uma surpresa o que se pode encontrar a bordo.<br />
Embora  existam regras, cada situação é única, cada barco e cada viagem, uma história exclusiva.<br />
Aprendi que existe um denominador comum: embarcadas, as pessoas mudam o pequeno espaço, acontecem as restrições de convívio, de água e de energia, as sabedorias se tornam absolutas e, depois de uns poucos dias, começa a despertar a verdadeira natureza humana, aquela bem primitiva, principalmente quando o mar é grosso, chove e o vento é forte.<br />
Resumindo: o que se faz a bordo além da fantasia de navegar pelos mares é administrar egos gigantescos.<br />
Sempre ouço falar em espírito de equipe – no grupo, o coletivo em primeiro lugar –, mas o que  observo é que sempre há algumas personalidades que se destacam, pelo positivo ou negativo.<br />
Poucas vezes tive equipes que estavam sempre atentas ao que o companheiro estava fazendo para dar continuidade ou não atrapalhar.<br />
Independente das experiências caóticas que vivi, a vida, ou melhor, as viagens, a bordo têm seu lado cômico.<br />
Me lembro de algumas: estava na minha primeira travessia marítima, Vitória/Angra dos Reis, sem escalas, as primeiras horas foram desagradáveis, o mar desencontrado, vento contra; mas ao anoitecer o mar acalmou e o vento virou para uma orça folgada, o céu sem nuvens, nem lua, somente um mar e as estrelas. Estava em êxtase, naquele instante tive a certeza de que havia descoberto meu lugar no mundo&#8230; Até aí tudo bem, mas só eu vivia aquele momento, pois meu parceiro de viagem se acabava em enjoos e mal estar. Ao perguntar-lhe se tudo aquilo não era o que ele sempre quis, a resposta que ouvi foi: não, acho que não estou gostando.<br />
Nessa mesma viagem, enquanto eu estava dentro da cabine fazendo o almoço, o resto da tripulação implorava para que eu saísse de lá, que eles estavam enjoando só de me ver lá dentro.<br />
Mas eu estava no nirvana, não é porque não enjoava, mas porque era tudo adrenalina e felicidade.<br />
Certa vez, trabalhando num veleiro de 45 pés como tripulante de charter, vi hóspedes que se comportavam como se estivessem em navios, trocando de roupas a cada refeição e gastando água doce  e abrindo a geladeira como se estivessem em casa.<br />
Houve ainda uma vez em que ouvi um barulho estranho e corri pra ver o que era, achei uma hóspede usando o secador de cabelos, o barco estava velejando e o gerador não estava ligado. Para quem não tem muita intimidade com limitações da vida a bordo, a energia elétrica é um grande problema, a gente passa o dia todo correndo atrás do prejuízo, a neurótica equação de gerar menos do que consegue gastar.<br />
Outra boa história aconteceu quando um hospede apertou todos os botões e chaves do painel elétrico, enquanto navegávamos a motor, para ver o que acontecia. Tudo bem &#8211; ele era dono do barco, resultado: barco parado no meio do Atlântico Norte, e estávamos há três dias longe da terra mais próxima.<br />
Além de todas as histórias que ouço contar e recontar pelos portos e baias pelos quais passo,  tem sempre as gigantescas ondas, fortes ventos de forças improváveis no Brasil e todo romantismo que pede qualquer narrativa de uma aventura.<br />
E, para falar a verdade, eu também tenho as minhas aventuras pra contar, com detalhes aterrorizantes.<br />
Mas devo confessar que o pior de tudo são viagens com muita gente a bordo, o que é um caos, a água é sempre pouca e mesmo que se tenha um reservatório de 1200L e um dessalinizador,  a água nunca é o bastante. O prazo de validade – entenda-se por essa expressão o tempo para tudo ser lindo e maravilhoso, num cruzeiro de férias com muita gente, e estou falando coisa de quatorze a dezesseis pessoas num barco de vinte e quatro metros – é de duas semanas, no máximo, o ideal são oito dias.<br />
Normalmente, no quarto ou quinto dia, as pessoas já estão brigando ou de cara feia uns para os outros.<br />
Pelos portos e marinas encontramos muita gente de mar, amigos que fazemos sem a preocupação com o dia em que iremos nos ver novamente e, muitas vezes, mesmo sem tornar a vê-los, mantemos a amizade por anos a fio, graças à internet.<br />
Mas o curioso são as pessoas que sonham com barcos, veleiros, e caminham nos piers, cais ou trapiches das marinas alimentando seus sonhos, fazendo dezenas de perguntas para nós sobre barcos e vida a bordo,  trazendo no inconsciente a imagem do paraíso – uma praia deserta, coqueiros, um veleiro, mar de águas claras e a luz acobreada do entardecer. Ou como aquele momento perfeito da foto acima que tirei.<br />
Hoje um barco, para mim, não é mais uma novidade. Mas a áurea de mistério que envolve cada veleiro que encontro continua. E mesmo com todas as encrencas que já vi, vivi, adoro estar a bordo. E com a lição aprendida de ser mais criteriosa para embarcar e mais ainda para desembarcar, se necessário.<br />
E o que eu gosto? Bom, gosto mesmo é de velejar de férias, com calma pelos mares tropicais, sem prazos, sem destino certo, porque depois de um trabalho duro embarcada, o que preciso são bons momentos de paz e silêncio a bordo, velejando sem pressa de chegar, só no sabor do vento e do mar. Bons ventos.</p>
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<div id="attachment_6128" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Cabana-Yatch-clube-Pernambuco.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Cabana-Yatch-clube-Pernambuco-150x150.jpg" alt="" title="Cabana Yatch clube - Pernambuco" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6128" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
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<div id="attachment_6127" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Spetsai-Grecia.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Spetsai-Grecia-150x150.jpg" alt="" title="Spetsai - Grecia" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6127" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
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<div id="attachment_6126" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Merlera-Grecia.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Merlera-Grecia-150x150.jpg" alt="" title="Merlera - Grecia" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6126" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
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<div id="attachment_6125" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Muitos-hospedes-a-bordo.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Muitos-hospedes-a-bordo-150x150.jpg" alt="" title="Muitos hospedes a bordo" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6125" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
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<div id="attachment_6124" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Marina-Bracuhy-–-Angra-dos-Reis.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Marina-Bracuhy-–-Angra-dos-Reis-150x150.jpg" alt="" title="Marina Bracuhy – Angra dos Reis" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6124" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
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<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
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		<title>A complexidade humana representada pela criança</title>
		<link>http://vitriners.com.br/a-complexidade-humana-representada-pela-crianca/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 19:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[por Ana Klauck - &#160; “Infância é o nome do enigma de se ter vindo ao mundo cedo demais, impreparado (&#8230;). De ter sido originariamente exposto sem defesa, nu, abandonado aos outro (adultos), antes de poder dispor dos meios de agir, de responder-lhes ou de resistir-lhes. De ter nascido dos outros e para os outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61140"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/ana_klauck.jpg"><img class="alignleft" title="Ana Klauck" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/ana_klauck-150x150.jpg" alt="Ana Klauck" width="150" height="150" /></a>por Ana Klauck -</h3>
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<blockquote>
<p style="text-align: right;">“<em>Infância </em>é o nome do enigma de se ter vindo ao mundo cedo demais, impreparado (&#8230;). De ter sido originariamente exposto sem defesa, nu, abandonado aos outro (adultos), <em>antes</em> de poder dispor dos meios de agir, de responder-lhes ou de resistir-lhes. De ter nascido dos outros e para os outros antes de nascer para nós mesmos. <em>Infância</em> nomeia esse desamparo original (&#8230;)” (Plínio W. Prado Jr., 2010, p. 56).</p>
</blockquote>
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<p><strong> Extremely close and incredibly loud (2011)</strong></p>
<p>A criança vem ao mundo antes da hora, diz o autor, e nunca estará completamente preparada para a vida. E os adultos, algum dia, estarão? Certo é que esse despreparo primário é mais evidente na infância e se mostra desde nossos passos errantes até nosso balbuciar aparentemente desinteressado. A infância, no entanto, ao contrário do que a arrogância adulta possa imaginar, não é um ensaio para a vida, não se trata de um chegar mais cedo para esperar que a festa comece. A infância é um chegar atrasado a um mundo onde as coisas já começaram faz tempo; um esforço em tentar acompanhar uma vida que pouco leva em consideração o ritmo daqueles que ainda não sabem caminhar no mesmo passo.</p>
<p>A infância não é uma preparação, mas é a vida sendo vivida com olhos e ouvidos descansados, pés despalmilhados e mãos ainda em riste, a tatear o desconhecido, o inesperado. A experiência infantil não é uma brincadeira, embora seja baseada nela em boa parte do tempo. Ela é válida e forma o ser humano desde suas primeiras horas. A experiência dos pequenos reverbera e repercute, faz borbulhar a subjetividade e agita aquilo que desde cedo molda nossa interioridade e nos constitui como sujeitos. A criança não é um vazio, uma tela a ser pintada. Ela também se pinta a cada experiência que vive. A infância não é a potência do ser humano, mas a experiência em sua originalidade, a vida em doses cavalares, pois recebida por corpos não viciados. A vivência infantil é tão válida quanto a adulta e ecoada mesma forma, com poucas diferenças no grau e no tipo de reflexão.</p>
<p><em>Extremely close and incredibly loud</em>(2011 – em português ficou: <em>Tão forte e tão perto</em>, mas eu ainda prefiro o título original) é um filme que traz uma representação de infância que nos lembra da força dessa primeira fase da vida, principalmente no que diz respeito às relações com o mundo adulto. Oskar, o protagonista, é uma criança problemática que, como suas contrapartes adultas, sofre de ansiedade e estresse por viver em uma grande metrópole, Nova York,no ano de 2001. O menino é uma representação exacerbada de infância, pois é carregado da complexidade e da subjetividade que caracterizam o ser humano, na mesma medida em que se coloca como uma criança que experimenta o mundo pela primeira vez. Ansioso por viver, mas com medo de enfrentar o mundo, ele é desafiado pelo pai, que entende as necessidades e os receios do filho e constantemente o provoca a adentrar a realidade que o cerca.</p>
<p>Despreparado para a vida, Oskar é arrematado pela perda do pai e descobre que também está despreparado para a morte. Seu pai, fonte de sua coragem e estímulo para conhecer e explorar o mundo, é morto nos atentados de 11 de setembro, e Oskar se vê em uma difícil jornada por recuperá-lo em cada lugar e em cada pessoa que encontra. Um ano após a tragédia, o menino vasculha as coisas do paie encontra uma chave, cuja porta desconhece. A memória do pai e o desejo de mantê-la viva movem-no na busca pela porta que a chave poderá abrir e que lhe trará, assim, as respostas para a abrupta morte paterna.<br />
<div id="attachment_6117" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/tao-forte-e-tao-longe.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/tao-forte-e-tao-longe-150x150.jpg" alt="" title="Tão forte e tão perto" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6117" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div><br />
O personagem infantil de Oskar é uma representação complexa da infância, um combinado de questões sobre si mesmo, a vida e a morte e a procura por respostas que possam trazerqualquer conforto. Mesmo com a ajuda do pai, Oskar enfrentava dificuldades em explorar a cidade; sem ele, o desafio do garoto é se conectar com o mundo a seu redor como única forma de se vincular à sua lembrança.Cada pessoa que conhece, cada lugar que visita o colocam mais próximo de seus medos e torna o caminho ainda mais árduo. Oskar liga-se a cada memória, a cada objeto ou foto, em uma tentativa de reconstruir a vida que lhe foi roubada.</p>
<p>A procura pela porta que corresponde à chave, para Oskar, é uma maneira de não se afastar novamente de seu pai, que é reconstruído nas histórias das perdas das pessoas que ele encontra ao longo de sua busca. O menino quer objetivizar sua procura e cria um sistema para encontrar pessoas que possam lhe ajudar. Aos poucos, porém, ele percebe que o ser humano supera qualquer sistematização e, enquanto tenta devolver o sentido à sua vida, depara-se com a vida dos outros, que também buscam por algum sentido. “As pessoas não são como números. Elas são mais como letras, e essas letras querem se tornar histórias, e histórias precisam ser contadas”, ele diz quando narra sua aventura. Em seu relacionamento com o outro, Oskar perpassa um ritual de passagem, marcado pelo seu crescimento pessoal, pela superação da perda do sentido de sua realidade.</p>
<p>A figura infantil representada no filme é interessante, pois mostra a infância respeitada, em sua complicação e subjetividade. As perdas de Oskar são tão importantes quanto as de qualquer adulto, e as pessoas ao redor dele percebem isso e não subestimam sua tristeza ou sua tentativa de resgatar aquilo que se foi. Mais do que isso, adultos e crianças tornam-se parceiros, cúmplices na perda, na amargura irreparável da tragédia, superando barreiras etárias. A criança representada no filme se movimenta em direção ao amadurecimento, ao entendimento, da mesma forma como os adultos que a cercam. Juntos, eles representam aquilo que é mais humano: a sensação de finitude inevitável e a superação da vida por algo que é sempre intangível e, por isso, nos mantém caminhando.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_6116" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/taofortetaoperto_3.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-6116" title="Tão forte e tão perto" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/taofortetaoperto_3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd"></dd>
</dl>
</div>
<p><em>Extremely close and incredibly loud </em>é uma narrativa da infância contada e vislumbrada na perspectiva da criança. Não há concessões nem eufemismos: a realidade nocauteia Oskar, estimulando seu desejo de participar da vida e do mundo como nunca antes quisera. Ele sabe que a chave é simbólica, sabe que talvez não encontre nada, sabe que a realidade da cidade está retalhada e, em sua visão infantil, esforça-se em buscar o sentido não somente para a morte do pai, mas para tudo aquilo que parece estar faltando em seu mundo naquele momento. A vida de Oskar é a infância do homem, é a tentativa constante de se encaixar em uma realidade que muitas vezes ignora a complexidade e o sentido e desconsidera adultos ou crianças. Oskar é a representação da vida despreparada, mas que, jogada no mundo, deve se adaptar para continuar respirando. A criança, apesar da realidade que a confunde, é vitoriosa pelo crescimento e pelo amadurecimento, absolutamente inevitáveis. Oskar é fruto do turbilhão que seu contingente apresenta e, como qualquer ser humano em qualquer faixa etária, caminha em um esforço por superar perdas indeléveis. Oskar é uma criança, mas também é um homem, e se abre em interioridade para nos falar da força primordial das experiências, do relacionamento com o mundo e da conexão necessária e irreparável com o outro.<br />
Referências:</p>
<p><em>EXTREMELY close and incredibly loud</em>. Direção de Stephen Daldry. USA: Warner Brothers, 2011 (129 min). Baseado em livro homônimo de Jonathan Safran Foer. Versão do título em português: <em>Tão forte e tão perto</em>.</p>
<p>PRADO JR., Plínio W. “O suplício da infância: notas sobre Bergman e a condição de <em>infans</em>.”<em>In: </em>KOHAN, Walter O. (org.). <em>Devir-criança da filosofia.</em> A infância da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.</p>
<blockquote><p><em><strong>Ana Klauck &#8211; Professora da área de Letras / Doutoranda em Letras PUCRS<br />
<a title="anaklauck@gmail.com" href="mailto:anaklauck@gmail.com" target="_blank">anaklauck@gmail.com</a> / <a title="anaklauck@hotmail.com" href="mailto:anaklauck@hotmail.com" target="_blank">anaklauck@hotmail.com</a><br />
Porto Alegre-RS</strong></em></p></blockquote>
<blockquote><p>Revisado por Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a></p></blockquote>
<hr />
<blockquote><p><em>O vitrine RS preserva a liberdade e autonomia de seus colunistas, os textos, ideias e demais conteúdos apresentados pelas colunas é de inteira responsabilidade dos seus autores e não expressam e nem representam a opinião do vitrine RS e seus administradores.</em></p></blockquote>
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		<title>Livro: em toda sua boa forma.</title>
		<link>http://vitriners.com.br/livro-em-toda-sua-boa-forma/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 19:33:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>junia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hipermídia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Ana Munari - Sou fascinada por livros. Não só pelas histórias que eles me contam, abertas suas páginas de par em par, mas mesmo pelo códice de papel, objeto encantado entre capa e contracapa. Me seduz a mágica de alguém a imaginar uma história longínqua que se concretiza na minha imaginação e me leva, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="rw-right"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61070"></div></div><h3><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Ana-Munari.jpg"><img class="alignleft" title="Ana Munari" src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Ana-Munari-150x150.jpg" alt="Ana Munari" width="150" height="150" /></a>por Ana Munari -</h3>
<p>Sou fascinada por livros. Não só pelas histórias que eles me contam, abertas suas páginas de par em par, mas mesmo pelo códice de papel, objeto encantado entre capa e contracapa. Me seduz a mágica de alguém a imaginar uma história longínqua que se concretiza na minha imaginação e me leva, mal eu pisco os olhos, a pedaços completos de outros mundos.</p>
<p>Um livro que se chama <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=29354938&amp;sid=0122208281418472704657853"><em>Livro</em></a> já de antemão me chama a folhear suas páginas. Este <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EdJnpSRHozI"><em>Livro</em></a><a title="" href="#_edn1"><em><strong>[i]</strong></em></a> ganhei de aniversário de uma amiga que me adivinha. Tanta coisa eu tinha para ler e escrever, mas ele, irresistível, luminoso na estante em que mal tocara, chegou-me afoito às mãos. Depois de pequenos instantes de sobrevida necessários, coisas do tipo que nós, mortais leitores, temos de fazer, como comer e dormir,  e o livro existiu rápido em mim, concreto. Lida a última frase e aquele sinal (.), queria voltar em círculo pelo início. Isso significa que, lançada de volta ao mundo, quero abrir a porta de novo e voltar à vila do Livro e a tudo que ela me diz da vida. Quero compreender o que resta, concretizar mais do que o tudo, o todo.</p>
<p>Como dizer, em meados de março, é o melhor livro do ano? Talvez dizendo: está entre os melhores livros que já li. Ainda sob encantamento, talvez seja o melhor. <a href="http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&amp;NR=1&amp;v=JYZycwz6a3M">José Luiz Pires</a>: <em>Livro</em>. É por ler-te, caríssimo José Luís, que me pasma o ofício de escritor. É dom. É habilidade trabalhada, eu sei, mas é graça recebida. Não tenho palavras, acho que poucas vezes estive calada diante de um livro recém fechado. Parece-me que tudo que venha a dizer, a recontar ou a entender a história, é vão diante do livro. E, no entanto, é a este movimento que ele me leva: a andar em círculos e a voltar à mesma sentença: “A mãe pousou o livro nas mãos do filho.” É preciso escapar, aproveitando a força centrífuga, e observar, distante, a vida girando no fio da história. Mas o danado do livro me aperta na parede enquanto eu observo o miolo estático.</p>
<p>Literatura é isso: a ficção que nos abre os olhos para o real. É verdade que, depois de lidas muitas histórias, parece que a mágica vai aparecendo sob as páginas, as instruções palimpsêsticas ficam mais visíveis. Chega um momento em que a forma quase se esvai, e o que se busca é aquele algo narrado, que nos traga a emoção tão difícil de encontrar no mundo de cá. Quando, como em <em>Livro</em>, é possível o fascínio pela forma, a visão da literatura se torna nítida novamente. A criação ainda existe. Histórias se repetem, e temas, e linguagens, e mesmo enredos e narrações, mas a criação ainda existe.<br />
<div id="attachment_6108" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Livro_livro.jpg"><img src="http://vitriners.com.br/wp-content/uploads/Livro_livro-150x150.jpg" alt="" title="Livro" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-6108" /></a><p class="wp-caption-text">  </p></div><br />
Obra: <em>Livro</em>. É uma história fascinante, história da emigração portuguesa para a França, desde a primeira metade do século XX até as implicações finais de nosso tempo. Como leitora brasileira, é um movimento deslocado. É como descobrir um dia, escondido na gaveta, uma fotografia de nossos pais, crianças, juntos, e enxergar neles o abismo do desconhecido que já vimos em nossos próprio olhos. Em seguida, eles passam a ser apenas isso: seres humanos como nós, crianças a buscar um eu futuro que nunca corresponde ao sonho.</p>
<p>Na orelha, o crítico José Castello rabisca: “o grande personagem deste romance talvez seja o tempo”. É, talvez, mas não o tempo do relógio – o tic-tac – e sim o tempo das histórias. O tempo de uma trajetória, que às vezes é muito mais do que uma vida, que começa no instante aquele que tomamos para narrar. E narrar – ter motivo para narrar – é sempre construir uma história. Talvez seja o tempo da narração, é isso. O tempo de reconstruir a história e contar. E é isso que faz o narrador, é na narração que ele se busca. E o livro é este <em>Livro</em>, e ao mesmo tempo não existe enquanto história, mas apenas enquanto narração. Eu não posso contar mais, é preciso que o leitor experimente. Achei interessante que Castello tivesse escrito a orelha do livro, já que seu <em>Ribamar</em> tem disso: é um livro que fala sobre a escrita do livro (ele mesmo) que só existe enquanto narração. E, ao mesmo tempo, essa narração constrói a história, que não existia, era apenas um desejo de escrita. Enfim, não é a história em si que se revela, mas o desejo de escrevê-la, desejo que a realiza. É o livro do livro. Uma coisa circular, inesgotável, como toda a literatura é, ou devia ser (já que hoje recebe a alcunha o que se toma por – seja pelo próprio autor, pelo mercado ou pelo leitor, esse talvez o mais autorizado).</p>
<p>A cinta de papel que envolvia o livro falava em história de amor – talvez por isso a escolha de minha amiga por me presentear com ele: a mistura entre livro e história de amor. Uma dupla literária e tanto&#8230; irresistível para mim. Mas não é uma história de amor convencional, já que é narrada pelo&#8230; Não, não direi! Posso dizer só que, para narrar uma história de amor do jeito que ela merece, apenas três narradores são possíveis: cada um do casal protagonista ou um narrador onisciente. Qualquer outro só contaria parte da coisa, a sua visão sobre o que seja amor representado naquilo que ele pode supor. E não é nenhum desses três que narra a história – embora ele seja bem sabidinho e invente desculpa para tanta sabedoria (até que eu acreditei). Só que essa perspectiva, imensamente vazia, acaba transformando essa história de amor em algo intocável, sublime: a história se torna a história do não-sabido, quase do não-realizável, até o ponto de ela ser confirmada na voz da personagem.</p>
<p>O projeto gráfico da capa sugere um bordado de letras, e José Castello não deixou isso escapar: “Este é o apaixonante relato de vidas que se entrelaçam como um bordado, para sustentar memórias e esperanças”. Mas é um bordado de azulejos portugueses, que me lembra aquelas colchas que as famílias vão costurando, geração após geração (como no filme, que eu adoro, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EmwAztx6FfY">Colcha de retalhos</a>), para justamente fixar seus laços. E Livro tem disso também, de buscar os fios e entrelaçar, até que a história-bordado exista, e para que o narrador exista nele.</p>
<p>[suspiro] Ó, divino criador, se eu não recebi o dom dessa escrita, pelo menos me permita o de leitora, sempre, de Livros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ednref1">[i]</a> Assistam ao trailer do livro, seguindo o link – sabiam que agora existe trailer de livro?</p>
</div>
</div>
<hr />
<p>Ana Munari<br />
Doutora em Letras PUCRS<br />
<a title="Enviar email" href="mailto:anamunari@terra.com.br" target="_blank">anamunari@terra.com.br</a><br />
MSN: <a title="Enviar email" href="mailto:anacmunari@hotmail.com" target="_blank">anacmunari@hotmail.com</a><br />
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<p>&nbsp;</p>
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